Depoimentos

Qualquer semelhança entre fatos e personagens reais, talvez não seja mera coincidêcia.

“Essa mistura dos estilos e sátira ficou muito bacana. Nós gostamos bastante de rock, de música internacional e muitas dessas influências são transpostas nas nossas músicas que hoje o povo canta nos shows como sertanejo-romântico. Saber que essa versão é baseada num trauma verídico que aconteceu com o tal do Zezé, nos deixa muito sensibilizados. Eu e meu irmão, como somos muito bunitões, sempre passamos maior sufoco nesses vestiários de clube. Agora então nem se fala! A gente sempre leva nossos seguranças quando vamos tomar uma ducha no Praia aqui em Uberlândia, pois todo cúidado é pouco. Mas esse negócio de pinga é complicado mesmo. Conhece aquele dito popular: ‘o de bêbado não tem dono’? Pois é rapaiz! ‘‘Se beber, não dirija, e se o sabão cair, usa o xampú. Pois se abaixar, toma no...’(rs). Sucesso ao Comitiva do Rock!” (Vitão)

 

“Esse negócio de namorar com mulher que já foi casada é assim mesmo. Muitas vezes a mulher traz junto o filho do relacionamento anterior e você já leva o pacote completo!(rs) O problema é quando o moleque além de mau criado é bem nutrido!(rs). Quando eu era mais novo, aconteceu um causo desses comigo em Maringá. Eu estava saindo com uma coroa desquitada boazuda, e o filho dela, que na época devia ter uns 15 anos, arranhou meu fusca com uma chave de fenda, por ciúmes da mãe. Fui conversar com ele e o fedelho quis me enfrentar. Não deu outra, tive que dar uma coça no moleque. A mãe dele até me deu razão, mas não teve mais ambiente pra continuar frequentando a casa dela. Só posso dizer uma coisa, esse pessoal da Comitiva do Rock são malucos mas não são bobos não! Eles sabem das coisas!(rs) E como meu maninho disse, dá gosto de ver essa turma nova do rock brasileiro resgatando a música do campo. Muito divertida a paródia e muito interessante a proposta deles!” (Zinho)

 

“Eu tava bem tranqüilo comprando um jegue novo numa exposição de gado atrás do Villa Country, quando essa cambada de corno me chamou pra gravar essa música com eles, já que também sou roqueiro, arquiteto formado e sei quase tudo de construção. Depois de encher muita laje, vendi meus projetos para um primo abestado chamado Sérgio Maia, que na época era um estagiário cabaço. Decidi então virar artista, porque na música não oferecia perigo pra vida de ninguém (era o que eu pensava na época). Mas não renego minhas raízes no canteiro de obras, assim como não renego minha cabeça chata. Mesmo hoje sendo um pop star, foi de muito bom grado homenagear a classe operária e o proletariado. Só quem anda pelas ruas de São Paulo sabe como rala quem depende de transporte público, como ‘a galera do busão’ e também a ‘galera motoboy’ que todo dia arrisca a vida no trânsito pra levar pão pra casa. É frenezi na Radial Leste, na Paulista... e você nunca sabe se ‘pra quem ta indo, quem vem vindo, na verdade é quem tá indo’ ou o contrário... Eta vida de corno!” (Falcão)

 

“Rapaz! Esses caras são cara-de-pau demais da conta!(rs). Sempre gostei de rock´l roll e achei o trabalho deles muito bacana. Inclusive, Pedro & Tiago acabaram de regravar uma música do Raimundos. Esses meninos da Comitiva do Rock tem talento e dá pra perceber que apesar de toda brincadeira eles conhecem música sertaneja. Eles são criativos, fazem um humor inteligente e acho que o povo brasileiro se identifica com isso. Somos um povo muito alegre, nosso país é maravilhoso e a gente precisa dar mais risada e esquecer um pouco de tanta coisa triste e errada que acontece no nosso país. Os meninos devem tomar muito do azulzinho, porque o som deles é bem pra cima! (rs). Agora pondo a sacanagem de lado, vou te falar que fiquei bastante emocionado com a homenagem. Mas é bom avisar que o caboclo aqui não tá precisando de viagra ainda não! Só tomo catuaba e caracú com ovo(rs)” (Léo)

 

“Esse povo não tem o que fazer não?(rs). Leitão é sacanagem demais com os gordinhos aqui! (rs). Mas o que eles falam nessa versão é verdade. Estamos vivendo uma época onde a moçada se torna escrava da estética, das academias, das cirurgias. Tudo por conta de um padrão de beleza que a sociedade impõe, que obriga o sujeito a ter o chamado corpo sarado. Só que essa paranóia muitas vezes te transforma numa pessoa triste e complexada. Isso sim faz mal a saúde. Admito que eu e o Cezinha estamos um pouquinho acima do peso comparado a outras duplas, mas a mulherada nos acha fofinhos e estamos felizes assim!(rs). Então, mesmo com a brincadeira, eles passaram uma mensagem positiva na letra deles. Claro que é importanmte o sujeito s ecuidar, ma so que vale é ser feliz. O rock pesado deles também tem muita energia. Mas nós somos muito mais pesados!(rs)” (Fabão)

 

“Desde que o Junior começou a andar com aquele guitarrista cabeludo e tatuado do Sepultura, comecei a prestar mais atenção nas bandas metaleiras e conheci muita coisa boa. A Comitiva do Rock foi uma grata surpresa. Acompanho o trabalho desses meninos desde 2004, quando ouvi a Heavydências. Na época, não entendi muito bem a proposta deles, mas agora sei que eles realmente gostam de sertanejo e hoje é uma honra saber que tudo começou com uma música nossa. Sem dúvidas, isso contou muito quando recebemos o convite da coca-cola para gravar com os meninos do Fresno, que também foi uma experiência muito gratificante. É muito bonito ver o trabalho dessa nova geração de roqueiros que de certa forma estão levando a música sertaneja para um público jovem que já não tinha mais a tradição de escutar nosso gênero musical.” (Xorô)

 

“Eu cresci ouvindo Led Zeppelin, Deep Purple, Creedence, AC/DC e Black Sabbath, e posso dizer que além de toda bagagem de música sertaneja raíz, cantores como Ronnie James Dio e o Paulinho do Roupa Nova sempre foram uma grande influência pra mim. Boa parte do público que vai nos nossos shows hoje é a moçada que ouve rock e música romântica também, então acho bacana a proposta da Comitiva do Rock juntar essas duas coisas. A letra me lembrou a história do filme ‘Uma linda mulher’, que eu acho muito bonito. Acontece muito por aí, e eu mesmo tenho uma pá de compadre que se apaixonou por ‘prima’(rs). Falando de rock, outro dia mesmo eu tava combinando com o Hudson de tocar alguma coisa do Raibow, já que ele é fã do Blackmore e eu do Dio. Infelizmente nossa agenda não permitiu ainda, mas quem sabe no próximo churrasco na chácara de Limeira?!” (Bruninho)